Com crescente audiência, ‘TV Brasil’ apresenta um jornalismo imparcial

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Um bom jornalismo com equilíbrio e informação
Enquanto a Globo tenta convencer, através de argumentos, que ela faz jornalismo imparcial, e, claro, não convence ninguém, a Band segue no caminho “tô nem aí!” É dura a vida de quem tenta se informar via televisão. Seja ela aberta ou a cabo, o fato é que, neste período que antecede ao golpe cada vez mais vivo no ambiente político, os empresários da comunicação entram numa luta insana para ver quem bajula mais, pauta mais o oficialismo dos golpistas sugerindo e queimando nomes para a composição do governo e, como última colaboração, se arvoram em destruir reputações dos que cercam Dilma.

Ao acordar pela manhã cumpro um ritual: abro a porta para pegar O Globo, o coloco no chão, ao lado do sofá, e vou ao café. Iniciar a leitura em jejum pode provocar úlcera, enjoo ou ânsia de vômito. Melhor não arriscar. Uma passada no Caderno de Esportes (aproveitando que o Botafogo é finalista do Carioca) e… pimba! Primeira página. Começa aí o martírio.

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Não há o que ler porque, o que está lá impresso é o enfadonho discurso proselitista que quer parecer jornalístico quando, na verdade, é campanha viciada e contaminada pelo golpismo. Assumir seu posicionamento, como fazemos modestamente em Conexão Jornalismo, seria salutar. O nosso leitor/internauta sabe da nossa vocação democrática e popular que estará sempre ao lado das conquistas sociais e direitos individuais. E não fazemos isso por vocação democrática, apenas. Fazemos porque entendemos que a honestidade é elemento essencial para mantermos nosso diálogo com quem nos acessa. Não vamos enganar jamais.

Defendemos, abertamente, políticas de governo que atendam a maioria pobre (Bolsa Família, Mais Médicos e cotas nas universidades), defendemos o casamento livre entre homossexuais ou heterossexuais e o direito de escolha da mulher sobre o prosseguimento ou não da sua gravidez. Ponto pacífico. A liberdade religiosa, para nós, é tão importante quanto o direito a livre expressão. E só somos intolerantes com os intolerantes.

Mas a falta de opção em jornais, no Rio de janeiro, nos impõe, por ora, O Globo. O Dia, jornal pelo qual temos toda a simpatia e reconhecemos a importância, precisa de ajuda financeira para se manter – e, como jornalistas, temos que buscar um plano para fazê-lo. Urgentemente.

Mas é a TV o grande problema atual na Comunicação. A Band é algo que soa patético tamanha a sua vontade em agradar ao futuro patrão – o dinheiro que chega em publicidade faz dela uma espécie de cliente em assessoria de imprensa. A Globo tem dispensado apresentações neste campo. As demais, Record e SBT, a gente não precisa citar. A primeira com o populismo doentio que criminaliza pobres e defende a pena de morte de maneira subjetiva – quando não o faz claramente. E a segunda… é difícil até lembrar que exista. Sílvio Santos nunca respeitou o jornalismo na sua concessão.

Por sorte hoje temos a TV Brasil. É plural, dá notícia variada e faz um modelo de jornalismo que gostaríamos que tivesse a força de uma Zika, Chikungunha, dengue, inflação, discurso golpista na TV. Que o bom jornalismo fosse também viral. Tanto à tarde quanto no jornalismo noturno, a TV Brasil tem dado aula de respeito ao telespectador. Uma satisfação.

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